Como seus investimentos se relacionam com ESG

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O tema ESG (Ambiental, Social e de Governança, na sigla em inglês) está bastante presente atualmente. É uma tendência que veio para ficar e foi acelerada pela crise sanitária em 2020. Aspectos ambientais, sociais e de governança estão conectados e impactam indivíduos, empresas e sociedade. Essa pauta ganhou relevância com a maior conscientização e mudança de hábitos de grande parte das pessoas que buscam o consumo mais consciente e escolhem empresas que respeitem o meio ambiente e as pessoas com as quais se relacionam.
No contexto do investidor, as escolhas passam pelo entendimento de como o dinheiro está contribuindo com uma sociedade mais justa, com a preservação do meio ambiente e com o respeito às regras de transparência empresarial. Você concorda com esse conceito? Um marco importante foi 2018, quando o CEO de uma das maiores gestoras de ativos do mundo encaminhou uma carta aos presidentes das companhias investidas alertando sobre a responsabilidade delas em cumprirem suas obrigações para com todos os stakeholders e proverem soluções para os problemas relacionados ao tema ESG.
O benefício de investir nesse perfil de empresa segue a seguinte lógica: melhores práticas de governança, como transparência de informações, levam a decisões mais assertivas e contribuem para a perenidade das companhias. Ativos ESG, portanto, tendem a ter menos volatilidade de preços que outros similares que não adotam esses princípios. A combinação de menor risco e maior retorno se torna um diferencial para essas empresas, que passam a ter acesso a captações mais baratas e a usufruir de melhor reputação de mercado.
Nos últimos anos houve uma evolução na oferta de produtos de investimento ESG. Na Renda Fixa existem os chamados investimentos verdes, como CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), Debêntures Verdes, CPR (Cédula de Produto Rural), entre outros. Na Renda Variável há um rol de índices ESG que dão origem a fundos ou são referências para outros investimentos, como o ISE (índice de sustentabilidade empresarial), ICO2 (índice carbono eficiente) e o S&P/B3 ESG (índice Brasil ESG).
Se achou interessante, aprofunde-se no assunto, conheça as alternativas mais adequadas aos seus objetivos e monte uma carteira de investimentos que atenda aos princípios de sustentabilidade!

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É executiva em Finanças com 35 anos de experiência na liderança de áreas de Crédito e Riscos de Atacado e Varejo. Atuou em grandes Bancos como Santander, BankBoston e Votorantim. Cursei Administração de Empresas, com MBA em Finanças pelo INSPER. Também é formada em Conselho de Administração pelo IBGC e Investidora Anjo e membro de Conselho Consultivo em startups. Brasileira, 50+, casada, dois filhos.