“Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio, você coloca ideias.”

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A frase é do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973)

Neftali Reyes Basualto nasceu em 12 de julho de 1904, na cidade de Parral, no sul do Chile, mas aos 17 anos adotou o nome de Pablo Neruda, em uma tentativa de esconder de seu pai o ofício que o apaixonava, sem que até hoje exista certeza sobre o que inspirou o pseudônimo.

Desde jovem seu grande talento ganhou reconhecimento internacional e, em outubro de 1971, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

A obra de Neruda se caracteriza por sua universalidade, incorporada em obras como “Residência na terra”, “Canto Geral”, “Odes Elementares” e “Confesso que vivi” , ou ainda nos versos dedicados à dança, alegria, ao livro, ao mar, ao tempo, à tristeza ou ao vinho, ou com poemas como “As alturas de Machu Picchu”, com o qual introduziu a história sul-americana.

A literatura de Neruda transcendeu as fronteiras graças a suas obras mais românticas: “Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada” e “Versos do Capitão”.

Pablo Neruda teve uma participação ativa no Partido Comunista e em 1945 tornou-se senador pelas províncias do norte de Tarapacá e Antofagasta, quando conheceu o socialista Salvador Allende.

Em 1948, Neruda foi exilado pelo presidente Gabriel González Videla, que o acusou de injúria e também tornou ilegal o Partido Comunista. O poeta teve que fugir secretamente para a Argentina em um cavalo, e depois para a Europa.

Em 1970, de volta ao Chile, Neruda foi apresentado como pré-candidato à presidência pelos comunistas, mas decidiu recusar a indicação para apoiar Allende, que se tornou presidente em 1971 e o nomeou embaixador na França.

Neruda, que retornou ao Chile em 1972, foi um firme defensor do governo socialista e um forte opositor do golpe de Estado de Augusto Pinochet.

O poeta também teve uma extensa carreira diplomática e foi cônsul em Yangum (Birmânia, atual Mianmar), Cingapura, México e Espanha.