Mercado livreiro fechou positivamente o primeiro trimestre de 2017

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"Permita-se, ame-se mais. Creia, é possível ser supermulher e ser superfeliz!"

A Jornalista Miriam Novaes, do Jornal Leader, entrevista a Fundadora da Editora Leader Andréia Roma

Miriam – Andréia, nos conte tudo sobre este crescimento no primeiro trimestre de 2017 no setor editorial.

Andréia – Em 2016 o mercado de livros teve queda de 5,2% com relação a 2015, o que reflete o momento de dificuldade econômica que o País atravessa. Mas, segundo estudo feito pela Nielsen e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o Painel de Vendas de Livros, o mercado livreiro fechou positivamente o primeiro trimestre de 2017, no acumulado das 12 primeiras semanas do ano. O resultado é o melhor dos últimos 18 meses, com aumento de 7,09% em faturamento e 6,89% em volume. Uma das categorias mais procuradas foi autoajuda. Esses números são uma amostra de recuperação do setor, que está procurando inovar e se atualizar a cada dia oferecendo não apenas livros mas soluções para os leitores. É o que fazemos na Leader, com obras sobre motivação, superação, para impulsionar as carreiras, mostram novos caminhos para quem quer se encontrar na vida pessoal e profissional. Por isso, a Leader procura os melhores profissionais, coloca muito empenho e qualidade em seus produtos e não para de crescer e colocar produtos no mercado editorial. Este ano vamos lançar ainda sete obras, influenciando positivamente o mercado e cumprindo sua missão que é proporcionar desenvolvimento tanto para quem lê como para quem é autor ou coautor.

Só para citar um fato interessante desse mercado, sem entrar no mérito da qualidade obviamente, e provar que sempre há espaço para novas ideias, em 2016 os famosos youtubers venderam nada menos que 1 milhão de livros. E isso para um público em sua maioria de adolescentes, que estão conectados praticamente 24 horas por dia.

Miriam – Você acredita que a autoajuda como categoria mais procurada é devido à crise?

Andréia – Sim, em parte, porque as obras com esse tema há muitos anos são um fenômeno no mercado com milhões de livros vendidos e suas vendas só aumentam. O motivo é que os leitores encontram neles uma forma de se reciclarem profissionalmente, se atualizarem e completarem muitas vezes sua formação. Obviamente que diante do cenário econômico desafiador por que passamos as obras de autoajuda se tornam uma importante ferramenta para as pessoas ultrapassarem as dificuldades através do conhecimento.

Miriam – então podemos dizer que autoajuda é uma tendência?

Andréia – Acredito que sim, porque atende a quem procura se aprimorar seja no aspecto econômico, espiritual, intelectual ou emocional. A expansão da autoajuda se deveu, principalmente, à popularização da Psicologia. Com isso, esse tipo de obra consegue sintetizar um assunto complexo numa linguagem acessível, tornando mais atingível a felicidade e a realização das pessoas em vários setores da vida.

Miriam – Andréia, em sua opinião, as pessoas estão lendo mais?

Andréia – Sim, estão. Comprovo isso, por exemplo, com estatísticas como a da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) sobre os hábitos culturais dos brasileiros, que revelou que 56% dos entrevistados – o correspondente a cerca de 86 milhões de pessoas – frequentaram pelo menos uma atividade cultural no ano passado, com avanço de três pontos percentuais em comparação a 2015. A sondagem foi feita em parceria com o Instituto Ipsos, entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro de 2016, com uma amostra de 1.200 pessoas, em oito capitais (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Florianópolis, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília) e em mais 64 cidades do país. A principal atividade mencionada foi a leitura de livros por 37% dos entrevistados. Mas constato também pelo crescente aumento de nossas vendas, a procura de leitores por temas diversos e profissionais que impulsionam suas carreiras com a edição de livros próprios pois é uma exigência do mercado que registrem seu conhecimento.