Natal: tempo de compaixão!

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A Los Angeles Homeless encampment.

Ao nos aproximarmos de mais um Natal, sentimentos bons crescem na gente a cada dia, e vem aquela vontade de ver as pessoas queridas da família, amigos e amigas, comemorar a “festa da firma”, enfim, celebrar a vida… E aí um espírito diferente nos toma por completo, ficamos mais leves, esperançosos em vivermos um ano menos duro e com mais alegria do que foram 2020 e 2021. E em tempos de economia recessiva e de pouco dinheiro no bolso, especialmente nesse período de recuperação de uma pandemia que perdura por quase dois anos, é quase impossível não se sentir tocado pela dificuldade pela qual estão passando milhões de pessoas pelo país, que “…precisam escolher entre ter onde morar e ter o que comer”, como afirma o Padre Júlio Lancelotti, líder da Pastoral Povo de Rua. Porém, mais do que se sentir sensibilizado com a dor de outras pessoas, é preciso ir além, é preciso ter compaixão.
No dicionário, compaixão pode dar a entender que significa ter pena, dó de uma pessoa, mas é mais do que isso. Ter compaixão é ser empático com a dor de outra pessoa e se comprometer a amenizá-la apoiando-a, doando seu tempo, seu dinheiro, alimentos, ajudando em uma recolocação profissional, o que for…
É a falta de compaixão que nos faz julgar errado dar esmolas a moradores de rua, pois a publicidade oficial de um poder público aporofóbico (preconceito contra pobres) é de que dar esmolas estimula as pessoas a continuarem nas ruas, sem trabalho, porque é garantia de um sustento sem esforço. É a aporofobia também que fecha os olhos para a criação de políticas públicas que estimulem a economia informal, que poderia tirar milhões de pessoas da pobreza extrema, por exemplo, sejam jovens, adultas ou maduras.
Faça uma reflexão profunda do seu Natal e sobre compaixão. E tenha certeza de que as soluções mais simples serão as mais eficazes para ajudar as pessoas menos favorecidas a superarem esse momento extremamente difícil da história do nosso país. Afinal, o que é o Natal senão a festa pelo nascimento do maior líder e defensor dos pobres da história da humanidade?

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Graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Gestão de Pessoas pela FGV, sou Diretor-Líder dos serviços em Diversidade e Inclusão da Deloitte Brasil. Há 25 anos atuo em grandes projetos liderando temas como cultura, liderança, diversidade e inclusão, dentre outros. Sou fundador da “JMS Consultoria em Gente” e voluntário em programas de mentoria para profissionais jovens e maduros.