O polvo e o feminino

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Este último mês voou, concordam comigo? Estava olhando para trás e veio a vontade de escrever sobre o comparativo entre o polvo e nós mulheres.
Certa vez uma grande amiga me deu uma concha com o desenho de um polvo e disse aos meus filhos: “Esse polvo representa sua mãe, sabiam?” E me peguei pensando nisso nas últimas semanas e na quantidade de projetos e atividades com que tenho lidado, desde uma simples ida ao hortifruti para compras da semana até a participação em reuniões de estratégia de negócios.
Incrivelmente conseguimos fazer tantas coisas ao mesmo tempo e não paramos para sequer contar as inúmeras atividades do nosso dia a dia, não valorizamos esta habilidade que é sim inerente ao feminino e que começamos a ver mais nas novas gerações em meninos e meninas… sim, estamos em constante evolução.
Convido vocês a olharem e reconhecer: quantos tentáculos cada uma de vocês usa por dia? Quatro, cinco, mais? Mulher, profissional, estudante, filha, mãe, amiga, cozinheira, “personal shopper”, “organizadora”, agente de turismo planejando as férias, organizadora de festas, cabeleireira e maquiadora.
Mulheres se superam dia a dia e não poderia deixar de dizer que os homens também, estamos em um momento único de transformação, aprendendo uns com os outros e nos complementando e o melhor: nos desafiando a sair do nosso modelo mental para um novo pensar. Lido com vários profissionais diariamente e tenho me encantado de estar em reuniões virtuais em que homens e mulheres estão com seus filhos no colo durante a atividade, dividindo as responsabilidades em regime de igualdade.
Quero deixar um desafio a vocês leitoras da minha coluna, se olhem, vejam quantas coisas são capazes de fazer sem perceber e escolham uma ou duas no máximo que mais lhe trazem prazer e felicidade, invistam o maior tempo possível nelas, fazendo com o máximo de atenção aos detalhes, curtindo este momento e depois se deliciem com as recordações, o fato de estarmos fazendo no automático está nos privando de guardar detalhes para recordar depois.
Seremos sempre polvos, está na natureza feminina esta habilidade, mas devemos fazer escolhas de quais tentáculos queremos nos recordar ao fechar nossos olhos e abrir a caixa de memórias vividas.

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Tem 48 anos, é mãe do Thiago, da Sophia e do Gustavo. Conta com 29 anos de experiência em Recursos Humanos, formada pela FECAP, MBA pela Business School de São Paulo e pela Suffolk University - Boston. Atuou no Brasil e no exterior. Hoje no grupo Maersk acumulou experiência profissional em empresas como IBM, Goodyear, Nokia, DHL e Veolia. Cozinhar é uma terapia, viajar é um hobby e estar com minha família, filhos e amigos é o melhor lugar.