Quer uma alternativa para o envelhecimento?

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Multiracial senior women having fun together after sport workout outdoor - Main focus on african female face

Outubro é o mês no qual comemoramos o dia internacional do idoso. E sempre que pronuncio a palavra “idoso” me vêm à mente outras tantas palavras e expressões tidas como politicamente corretas atualmente: melhor idade, maduros, jovens há mais tempo, longevo, dentre outras… Não sei se é porque já ultrapassei a sexta década de vida – e como um amigo meu diz: “Contrariando todas as estatísticas…” -, mas eu não vejo nenhum problema na palavra “velho”, no processo de envelhecimento, que para mim não passa de um fato cronológico. A questão é quando paramos de ter sonhos e planos, quando paramos de aprender, amar, cantar e sorrir para a vida. Envelhecer não é necessariamente sinônimo de inatividade, de desmotivação, de desatualização tecnológica. Certamente, se pensarmos assim estaremos revelando um viés inconsciente muito comum, e que precisa ser tratado.

Uma das grandes tendências do mundo de trabalho, especialmente pós-pandemia, é a composição de equipes multigeracionais, com o objetivo comum de gerar inovação de processos, produtos, melhor comunicação com clientes, de uma forma que eventuais barreiras criadas pelos estereótipos sejam definitivamente quebradas para maior satisfação e engajamento das pessoas e, consequentemente, melhor desempenho organizacional.

Minha sugestão para a galera jovem é que deixe eventuais estereótipos de lado; e para a galera idosa a mensagem é: tenha paciência com a juventude, pois todos nós já o fomos um dia. Desse jeito, poderemos compor equipes multigeracionais fantásticas e ter sucesso juntos.

Aos profissionais de RH que ainda não despertaram para o tema, fiquem alertas, pois em menos de 20 anos 57% da população brasileira será de pessoas com mais de 45 anos. E para não dizer que não falei de alternativa para o envelhecimento, recorro à frase do dr. Alexandre Kalache: “Envelhecer não é um problema, a outra alternativa é morrer antes”.

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Graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Gestão de Pessoas pela FGV, sou Diretor-Líder dos serviços em Diversidade e Inclusão da Deloitte Brasil. Há 25 anos atuo em grandes projetos liderando temas como cultura, liderança, diversidade e inclusão, dentre outros. Sou fundador da “JMS Consultoria em Gente” e voluntário em programas de mentoria para profissionais jovens e maduros.