Como os editores transformam conteúdos em livros

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Escrever um livro é ainda tabu pra muita gente. Um dos motivos, claro, é a importância de que se reveste uma obra, que, se bem escrita e com conteúdo, vai levar conhecimento, cultura, entretenimento, informação a inúmeras pessoas.

Nosso papel, como editores, é moldar o conteúdo que nos é apresentado pelos autores e transformá-lo em um material único, organizado, de leitura atraente, e, claro, com um belo visual, para que possa ter valor para venda.

Então, todo o trabalho de edição antecede o livro propriamente dito e deve ter uma estrutura para que possa ser considerado um livro.

Se não tiver uma estrutura mínima, não poderá ser chamado de livro. Importante destacar que, de acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), um livro deve conter ao menos 50 folhas. Caso contrário, é considerado um folheto. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um livro tem, além do texto propriamente dito, os paratextos, que são elementos que vêm antes ou depois do principal.

Vamos entender melhor como é a estrutura de um livro impresso? Aqui estão relacionados os elementos mais importantes, que não podem faltar numa obra atualmente.

– Capa e contracapa (ou quarta capa)

Além de proteger o livro, a capa deve chamar a atenção dos leitores. Seu design deve ser criativo, bonito, elegante, chamativo, para destacar a obra em meio a tantos lançamentos nas livrarias. Seu material em geral é diferenciado das páginas internas, com gramatura maior. Além de identificar obra, autor, editora, deve conter informações do escritor, trechos de textos impactantes, depoimentos sobre o livro de pessoas renomadas.

– Folha de rosto

A folha de rosto e a falsa folha de rosto, que é opcional, trazem informações sobre a obra que repetem a capa, mas também podem adicionar mais dados, como número de edição ou impressão. Nas costas dessa folha, costuma vir a ficha catalográfica, com a qual é possível classificar a obra, registrar o seu número intransferível, o ISBN (International Standard Book Number), e colocar os créditos dos profissionais da edição, assim como da editora.

– Agradecimentos

Nessa parte, o autor pode dedicar o livro às pessoas de sua família, aos que o apoiaram, enfim, pode homenagear, agradecer, explicar a trajetória até que finalizasse o livro.

Já a folha de epígrafe, que é opcional, é bastante usada para transcrever algum trecho que o escritor considera inspirador de outra obra. Pode ser um poema, uma frase, um excerto.

– Sumário

É importante que se siga o sumário, que é uma espécie de esquema que traz os capítulos e as seções, com seus títulos e numeração de página. Com ele, é possível encontrar partes da obra diretamente.

Não se deve confundir sumário com índice, pois este costuma ser organizado por temas ou por assuntos tratados no livro.

– Prefácio e apresentação

Quando o próprio autor fala sobre a obra, mostrando seus objetivos principais e outros dados que considera importantes, se chama apresentação. Mas é mais comum que o autor convide outros profissionais, especialistas, autores reconhecidos, entre outros, para dar legitimidade à obra. Os posfácios são a mesma coisa, só que vêm depois do texto principal. Um livro pode ter tanto a apresentação quanto o prefácio.

 

Há outros elementos que podem compor um livro e a sua inclusão depende do que o autor deseja e também da área em que se encaixa a publicação, por exemplo, de ficção, infantil, técnico, literário, de autoajuda, religioso, entre outros.

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Um livro muda tudo!