Mulher real à frente na história: nos convém

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Por Alice Schuch, palestrante e pesquisadora do universo feminino

A força feminina existe, mas não tem história externa. De cinco mil anos até agora sempre se expôs à inteligência masculina.

Em tantas histórias que nos chegaram, de reis, de lutas, de política e de revoluções, a figura do homem é a que prevalece. Ele até pode estar ligado a uma mulher, mas essa logo depois desaparece. Nela não se fala mais.

Provoco: a história pode ter sido feminina, mas de fato não a escrevemos. Ainda hoje a maioria das mulheres que participa de eventos econômicos, políticos ou científicos é de passagem, um momento, um ingrediente e não o real jogador.

Se, em momentos importantes, o homem nos convoca é porque constata uma superioridade. Surge então a pergunta: por que não despertamos e aprendemos a usar em progresso pessoal à nossa inteligência? Talvez seja correto afirmar que a situação permanece. A mulher é maravilhosa, porém, inconstante.

Parece claro que se temos potencial podemos fazer aquilo que queremos. Por que não o fazemos? Uma mulher superior é uma construção, o resultado consciente e elaborado de uma educação, de uma formação e distingue-se não apenas pelo potencial, mas ainda pelo modo como permanentemente se autoconstrói.

Fundamental seria eliminar a distância entre ambição pessoal e realização concreta, pois em caso contrário estaremos renunciando também no Terceiro Milênio ao objetivo de exercer liderança científica, histórica e econômica.

Acusações ao mundo machista é perda de foco, não nos convém.

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É brasileira, doutora em Ciências da Educação – Universidad de Desarrollo Sustentable – UDS. Mestre em Ciencias del Educación pela Universidade Del Mar (Chile).
Especialista em Psicologia com Endereço Ontopsicológico pela Universidade Estatal de São Petersburgo (Rússia). Especialista em Políticas Públicas em Gênero e Raça pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM (Rio Grande do Sul, Brasil). Pós-graduada em Psicopedagogia pela Universidade Castelo Branco (Rio de Janeiro, Brasil). Possui MBA Business Intuition pela Antônio Meneghetti Faculdade (Recanto Maestro, RS, Brasil) e MBA La Business Intuition Del Made in Italy pela FOIL Itália (Milão, Itália). Atuou na Antônio Meneghetti Faculdade como responsável pelo setor Responsabilidade Social, Coordenação Pedagógica e Ouvidoria.
Autora de “Mulher: Aonde vais? Convém?” e “Contos de Alice”, fatos da vida real vivenciados por Maria Alice Schuch que ilustram sua pesquisa exposta em diversos eventos e congressos no decorrer dos últimos anos: Seminário FOIL São Paulo (Brasil, 2002); Faculdade de Psicologia da Universidade Estatal de São Petersburgo (Rússia, 2003); Congresso Internacional Ontopsicologia e Memética em Milão (Itália, 2003), que se encontra publicado na obra homônima, de Antônio Meneghetti. A pesquisa também abrangeu a participação da autora no International Congress Business Intuition, realizado em Riga (Letônia, 2004); no XXI Encontro Nacional dos Women’s Clubs em Canela (Brasil, 2006); no evento de premiação da Fondazione di Ricerca Scientifica ed Umanistica Antônio Meneghetti em Genebra ( Suíça, 2011). No encontro “Brasil do Milênio” realizado na sede do Conselho Econômico, Social e Ambiental da República Francesa em Paris (2012), a autora participou do grupo de pesquisa da Antônio Meneghetti Faculdade. E, ainda, no 41º Encontro da Sociedade Brasileira de Psicologia em Belém (Pará, 2012), ocasião na qual foi apresentado o Projeto Mulher do Milênio, grupo de estudos da Antônio Meneghetti Faculdade referente ao 3º Objetivo do Milênio da ONU: “Igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres”.