Kelly Freire explica como salvar uma relação que “esfriou”

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Kelly Freire, especialista em Inteligência Emocional e em relações afetivas de sucesso, falou no seu canal no Youtube sobre “a relação que esfria, que quase para, já não tem tanta atenção, tanto amor, tanto sexo, mas em que a mulher pode ser dependente financeiramente do parceiro e se sente vítima da situação.

Kelly ressalta que, sempre que se entra numa relação é com as melhores intenções, queremos ter muito amor, muita atenção, e achamos que aquilo que experimentamos no namoro vai se perpetuar naturalmente. “Sempre se quer muitas coisas, as pessoas têm muitas expectativas, e comunicam muito pouco ao parceiro. As pessoas falam muito pouco dos seus desejos, vontades, inclusive sobre as insatisfações.”

Quando se chega nessa situação, em que a relação esfriou, Kelly aponta que o primeiro ponto é conseguir comunicar de uma maneira clara, mas amorosa, para o parceiro, não para criticá-lo, quem a acompanha sabe que não gosta de DR (discutir a relação), porque ela leva ao conflito.

Ela explica que uma conversa assertiva significa estar de coração aberto, e aí há uma chance de o parceiro compreender e se esforçar para construir esse relacionamento. “Então o primeiro ponto é que ele tem de saber. Pode ser que ele não queira e aí cabe a você decidir se quer continuar ou não na relação.”

Para ela, a maior falha de todos os relacionamentos é a falta de comunicação, mas comunicação assertiva. Ela aconselha a sair da posição de vítima e agir. Criar coragem para expor as suas expectativas e as suas insatisfações, sempre com muita amorosidade.

O segundo ponto é a pessoa batalhar pela independência financeira. “Muitos casais continuam juntos mesmo infelizes por causa da condição financeira. Não importa a idade, existem inúmeras formas para se ganhar dinheiro e ter independência financeira. Use sua criatividade e vá em frente. Tenha iniciativa, tire os seus planos do papel.”

Outro ponto fundamental é construir a independência emocional. “Na metodologia das relações afetivas de sucesso há cinco pilares: reconhecer, reconectar, convergir, negociar e focar, e o primeiro deles significa ter um bom relacionamento consigo mesma, pra depois construir um bom relacionamento com outra pessoa, então, cultive sua autoestima, sua autoconfiança, vá atrás daquilo que lhe faz bem, crie uma boa estrutura emocional para si mesma, e isso vai te tirar do papel de vítima e te tornar a protagonista da tua história. Comece se conectando com atividades que lhe façam bem.”

Kelly resume então os passos para resolver a situação: “Primeiro você vai expor, comunicar, depois você vai batalhar por sua independência financeira, depois pela independência emocional, a sua estrutura emocional, comece a aprender a lidar com seu sistema emocional.”

Então ela aconselha que a pessoa pare de implorar pela atenção, pelo amor de alguém, é preciso estar bem, ter uma condição emocional elevada para o parceiro querer estar com a pessoa, queira aquecer a relação. “É preciso que os dois estejam trabalhando para que isso aconteça”, frisa.

Para que aquelas expectativas do início do relacionamento se perpetuem, aponta Kelly, é preciso se dedicar, é preciso cultivar, todos os dias é preciso construir isso no relacionamento, a pessoa precisa se responsabilizar por cultivar o que quer na relação sempre.

Sobre Kelly Freire

Ela é autora do livro “Amor, Prazer & Felicidade – Casamento pode dar certo!” e coautora de “Empreendedoras de Alta Performance”, ambos publicados com grande