Somos supermulheres?

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"Permita-se, ame-se mais. Creia, é possível ser supermulher e ser superfeliz!"

Hoje em dia muito se fala do papel das mulheres, de como evoluímos, de como somos capazes de exercer as atividades antes exclusivas dos homens. Falamos muito que a mulher está conciliando – ou tentando conciliar – carreira e família, trabalho e vida pessoal. E sendo nota 10 em tudo.

É inegável que as mulheres evoluíram em todas as áreas, que muitas conseguiram obter sucesso profissional, tornaram-se grandes executivas, excelentes empreendedoras, conquistaram destaque no mundo acadêmico, e conseguem ter equilíbrio em com a vida pessoal.

Prova disso são as mulheres que registraram suas histórias nas coletâneas da Editora Leader. Sério, eu teria de escrever um livro somente com o nome de todas essas mulheres maravilhosas que saíram do quadrado, acreditaram em seus sonhos, e, acima de tudo – e de todos -, acreditaram em si mesmas, nas suas qualidades, competências, em sua inteligência, desprendimento, força de vontade.

Nós mulheres estamos cada vez mais empoderadas, estamos presentes em todas as áreas, exercendo funções antes dominadas pelos homens. Somos profissionais cada vez mais competentes, e temos de conciliar a vida fora de casa com a de dentro de casa.

As estatísticas mostram que mais de 40% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, assim como há mais mulheres empreendedoras do que homens, numa proporção de 15% delas e 12% deles.

Então, sim, somos supermulheres, porque tivemos de conquistar nosso espaço e mostrar que somos eficientes, atualizadas, conectadas, e ainda cuidar da casa, dos filhos, do marido, dos pais, da aparência…

Mas há uma boa parcela de nós que não consegue se livrar de uma característica que pode nos trazer estresse e infelicidade: deixamos de viver nossas vidas para atender a todos ao nosso redor.

Pensamos primeiro nos outros, ficando os nossos anseios em segundo plano. Procuramos atender as expectativas de nossos filhos, com a desculpa de que não passamos todo o tempo que gostaríamos com eles. Procuramos atender às necessidades de nossos companheiros, às necessidades de nossos pais, de nossos amigos. E até de nossos colaboradores, para que todos se sintam felizes e, assim, teremos cumprido todas as nossas obrigações e a nossa missão.

Mas e as nossas necessidades? E os nossos sonhos?

Muitas vezes abandonamos desde o mais simples desejo, como frequentar uma academia, fazer um curso, viajar para um destino diferente daquele escolhido pela família… até outros anseios mais importantes, como iniciar um novo relacionamento, ou fazer uma plástica (rs…) porque temos de estar disponíveis para os outros.

Sentimos a obrigação de colocar todos em primeiro plano, porque senão a culpa nos persegue. Não são poucas as mulheres que enfrentam a culpa por dedicarem um tempo para elas, para realizarem seus desejos.

Agora vem a reflexão: vale a pena ser supermulher e deixar a culpa tomar conta? Deixar a infelicidade nos atingir?

Óbvio que não.

Precisamos adotar mecanismos para não cair nessa armadilha. Precisamos valorizar nossas vontades e conciliar com as necessidades dos outros.

Temos capacidade para tanto, basta nos colocarmos em primeiro lugar como pessoas que têm o direito de ser felizes. Podemos conciliar todos os nossos afazeres se, por exemplo, soubermos compartilhar as tarefas da casa, seja com nossa família ou com nossos empregados domésticos, compartilhar com outros membros da família os cuidados com nossos pais, delegar tarefas para nossa equipe. Descentralizar as tarefas e decisões é sinal de amadurecimento.

Não tente fazer todos felizes tirando-lhes as responsabilidades. Ao contrário.

Permita-se, ame-se mais. Creia, é possível ser supermulher e ser superfeliz!

Se quiser buscar inspiração, leia “Liderança feminina em ação”, uma publicação da Editora Leader com supermulheres!